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Do Vô Leonel a Carl Rogers
Eu nasci em uma casa que tinha uma harmonia estranha e contraditória. Minha avó, meu pai, minha mãe e minha irmã destoavam de uma forma quase bonita das outras pessoas que eu conhecia. Parecia que a gente fingia uma certa tranquilidade e acreditava nela de verdade. Mas era meu avô que orquestrava o ritmo da casa toda. Muito antes de eu nascer, o vô Leonel já carregava um fardo, com nome e sobrenome. Transtorno Maníaco-Depressivo. Hoje a gente chama de Transtorno Bipolar mas
Caroline Leonel
14 de fev.3 min de leitura


Pandemia: o movimento possível
Em algum momento da minha história eu estava no meu consultório, com alguns móveis que eu tinha acabado de conseguir parcelar e algumas decorações que imprimiam um pouco de mim naqueles pequenos metros quadrados. Não dava pra viver bem de Psicologia ainda, mas eu estava aproveitando da melhor forma possível a oportunidade de fortalecer minha casca de terapeuta. Era muito mais do que eu já havia conseguido na minha vida profissional toda. A vida parecia seguir um fluxo promiss
Caroline Leonel
7 de fev.3 min de leitura


Insistir para existir
Eu nasci em uma família de classe média baixa. Nós tínhamos uma vida boa, com o que era necessário para viver com dignidade e ainda aproveitar alguns momentos de lazer. Mas o estudo, principalmente o estudo superior, não era uma realidade que a gente tinha repertório para sonhar. Então, eu comecei a trabalhar ainda na adolescência porque eu queria coisas que meus pais não podiam me dar. Aos poucos eu fui percebendo que a vida também não estava disposta a me dar muitas coisas,
Caroline Leonel
7 de fev.2 min de leitura
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